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Como aumentar a segurança de dados através da criptografia

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Nos últimos meses, os debates sobre tecnologia foram tomados por discussões sobre segurança de dados e privacidade digital. Aqui no Brasil e nos Estados Unidos, empresas tiveram que lidar com tentativas da Justiça de acessar dados que foram criptografados em serviços como o Whatsapp e aparelhos como o iPhone.

Os debates envolvem questões éticas, legais e sociais. Os usuários possuem mesmo o direito de privarem qualquer pessoa – mesmo os oficiais de justiça – de acessarem os seus dados? As empresas não deveriam criar backdoors para que as forças da lei possam verificar os registros de uma pessoa?

Independente das respostas para essa pergunta, a verdade é que a criptografia tornou-se fundamental para as comunicações digitais. Sites de compra, serviços de comunicação, plataformas de cloud computing e uma outra infinidade de aplicações que hoje possuímos só são consideradas confiáveis por terem as suas comunicações e arquivos criptografados.

Se você quer saber mais sobre a criptografia e como ela funciona, leia o nosso texto abaixo!

O que é criptografia

A criptografia é uma das técnicas de segurança mais antigas da história da humanidade. Ela envolve a “tradução” de uma mensagem para um conteúdo cifrado ou em uma codificação especial. Dessa forma, as chances de uma pessoa não autorizada capturar e conseguir ler o conteúdo de um texto, arquivo ou mensagem pode diminuir consideravelmente.

Ao longo dos anos, diversas formas de criptografar uma mensagem foram desenvolvidas. As mais modernas surgiram, especialmente, para uso em operações militares. Entretanto, com a popularização dos sistemas digitais, os protocolos de criptografia tornarão-se padrão em várias ferramentas digitais.

Quais as diferenças entre chave pública e chave privada?

As chaves são um tipo de informação que funciona como um “cadeado”, permitindo que aplicativos ou sistemas digitais transformem o conteúdo cifrado em algo legível. A criptografia chave pública, também conhecida como criptografia assimétrica, é um protocolo que mistura uma chave secreta e uma pública para a comunicação em segurança entre dois aparelhos.

A chave pública pode ser utilizada para criptografar um texto ou para a verificação da assinatura digital (uma espécie de identidade virtual) do dispositivo que envia ou recebe a mensagem. Já a criptografia privada serve para a “abertura” de uma mensagem e a criação de uma assinatura digital. A diferença entre as duas é que, a primeira, pode ser divulgada publicamente, enquanto a segunda é conhecida apenas pelo usuário.

As chaves dos sistemas de criptografia modernos normalmente são baseadas em algoritmos matemáticos de alta complexidade. Eles utilizam problemas da matemática, como a criação de números primos e logaritmos discretos para a criação de números grandes (normalmente com mais de 256 caracteres) para cada chave. Dessa forma, caso alguém consiga capturar uma mensagem, as chances da chave ser quebrada são praticamente nulas.

Como dados são protegidos quando se utiliza criptografia

A maioria das comunicações modernas são realizadas por meio de um tipo de criptografia chamada criptografia RSA. Ela foi criada por professores do MIT e é considerada uma das mais eficientes já feita. Assim como outros sistemas de criptografia, o algoritmo RSA utiliza um par de chaves para que a mensagem possa ser lida pelo remetente e o destinatário.

Ao longo dos anos, esse algoritmo tem sido aplicado em vários serviços digitais. Para empresas, métodos de criptografia como o RSA podem representar um grande ganho de competitividade e privacidade ao ampliarem a capacidade de gestores controlarem o acesso a informações internas.

Sistemas de armazenamento, por exemplo, podem ser criptografados. Dessa forma, ainda que uma pessoa não autorizada consiga penetrar o ambiente digital da companhia, ela não conseguirá ler documentos internos. Já as comunicações por serviços como Telegram, Whatsapp, e-mail e demais sistemas que dependem da internet tornam-se virtualmente impossíveis de serem lidas por terceiros, mesmo quando a rede é comprometida.

Garantir que somente as pessoas certas possuam acesso aos sistemas de comunicação e armazenamento é algo vital para qualquer empresa. Em tempos em que ataques virtuais tornam-se mais complexos, possuir serviços digitais confiáveis é uma obrigação que, graças a criptografia moderna, tornou-se descomplicada principalmente com o uso do EDI.

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