Saiba mais sobre GRIS: taxa de gerenciamento de risco

A definição do preço de frete envolve diversas variáveis, que podem estar ligadas a peso, valor da nota fiscal, distância percorrida, cobrança de pedágios e outras taxas, incluindo o Gerenciamento de Risco (GRIS).

A seguir vamos falar sobre este conceito, esclarecendo para que serve e quais são os custos que compõem essa taxa. Continue com a leitura para saber mais!

O que é e para que serve o GRIS?

O GRIS é uma taxa em forma de percentual, que é cobrada no valor da Nota Fiscal. O objetivo é cobrir os custos relacionados ao combate ao roubo de cargas.

A alíquota cobrada pode variar dependendo do tipo de produto, valor agregado da carga, áreas de risco e as características de comercialização, por exemplo — o que será explicado mais adiante. Normalmente as empresas seguem duas vertentes para criar condições para que o roubo seja evitado:

  1. Investimento em tecnologia: utilização de rastreadores nos caminhões, monitoramento da rota e utilização de comandos que podem ajudar a evitar o roubo (como travas e alarmes, por exemplo);
  2. Inteligência de mercado: além de contar com bons recursos, também é necessário elaborar estratégias para as rotas que ajudem a evitar a ação de ladrões, diminuindo o risco de roubo.

Quais coberturas essa taxa garante?

O gerenciamento de riscos envolve muito planejamento e a criação de diversos tipos de ação, que vão desde a identificação das ameaças até a criação de planos de contenção e contingência.

Entretanto, como o GRIS está relacionado a medidas antirroubo, a cobertura desse seguro envolve apenas questões relacionadas a esse tipo de ação. Sendo assim, pode-se esperar que a apólice resguarde a empresa de casos em que haja furto, roubo ou sequestro de veículos.

Quais custos estão relacionados a ela?

Existem vários custos relacionados à taxa do GRIS, dentre eles:

Mão de obra

Envolvem a remuneração de toda a equipe responsável por monitorar os veículos. Não se trata das pessoas que trabalham para a empresa que gerencia o risco, mas das que integram o setor de logística dentro da própria transportadora.

Investimentos

Como citado anteriormente, investe-se em equipamentos e na elaboração de estratégias que ajudem a minimizar os riscos. Esse investimento é necessário para que seja possível rastrear e monitorar as cargas em trânsito.

Ainda deve-se considerar, além do valor investido, a depreciação desses recursos, já que precisarão ser trocados ou modernizados ao longo do tempo.

Custos operacionais

Os custos operacionais estão ligados à mensalidade do serviço de gerenciamento de risco, escolta para cargas específicas e consultas para a realização do cadastro de novos motoristas, por exemplo.

Além desses custos, ainda existem alguns fatores que podem influenciar na variação da taxa que será cobrada. Alguns deles são:

  • valor agregado da carga: quanto maior o valor dos produtos, mais atrativos eles serão para os ladrões. Por exemplo: um veículo que transporta itens de tecnologia tem muito mais potencial para se tornar alvo do que uma carga de papelão;
  • tipo de produto: cargas leves (como eletrônicos), que são mais fáceis de serem levadas possuem um risco maior de serem roubadas do que itens muito volumosos ou pesados;
  • características de comercialização: itens que podem ser comercializados mais facilmente depois de roubados são mais atrativos para ladrões do que cargas que podem facilitar a identificação e fazer com que eles sejam presos, por exemplo;
  • identificação da mercadoria: a rastreabilidade dos itens (que pode ser feita por meio de número de série, código de barras, ou lotes, por exemplo) também é um fator que influencia na formação do preço do GRIS. Produtos que são facilmente identificados fazem com que o valor cobrado seja mais barato.

O Gerenciamento de Risco é necessário para que uma empresa possa assegurar as cargas que serão transportadas e garantir uma segurança maior para seus clientes. Com isso, mesmo que haja alguma ocorrência de roubo, o prejuízo pode ser evitado.